1977. Uma confraternização da Marinha americana no Havaí. Em algum momento da noite, a conversa derivou para uma pergunta sem resposta definitiva: quem é o atleta mais resistente do mundo? O nadador, o ciclista ou o corredor?
John Collins, comandante da Marinha, teve uma ideia. E se combinassem as três provas de resistência mais duras do Havaí em um único dia? A travessia de 3,8km de Waikiki. Os 180km de ciclismo ao redor de Oahu. A maratona de Honolulu, com seus 42,2km. Quem cruzasse a linha primeiro seria chamado de Homem de Ferro.
No dia 18 de fevereiro de 1978, 15 atletas apareceram na largada. 12 chegaram ao fim. O primeiro foi Gordon Haller, um taxista e ex-marinheiro, em 11h46min58seg.
Ninguém sabia que estavam criando um dos maiores eventos esportivos do mundo.
Hoje o Ironman é o maior circuito de triathlon de longa distância do planeta. São duas modalidades principais: o Ironman Full, com as distâncias originais, e o Ironman 70.3, com metade de cada etapa. O Mundial acontece todo ano em Kailua-Kona, no Havaí. O mesmo lugar onde tudo começou.
O Brasil entrou no circuito em 2001, com a primeira edição realizada em Porto Seguro. Em 2002, a prova foi para Florianópolis. E não saiu mais de lá. Jurerê Internacional oferece mar calmo para a natação, um percurso de ciclismo técnico e uma infraestrutura que poucos lugares no mundo conseguem entregar. O resultado: o Ironman Brasil já foi eleito três vezes o melhor evento do circuito mundial.
Este domingo acontece a 24ª edição. Cerca de 2.000 atletas de 16 países na largada. Para quem vai competir, boa prova. Para quem vai torcer, aproveita cada segundo.
Ironman: a prova que nasceu de uma discussão