A maldição da camisa arco-íris

Acabou de ser disputado o Mundial de ciclismo de estrada, em Montreal, no Canadá. E, como todo ano, os vencedores conquistaram o direito de vestir a camisa mais cobiçada do esporte depois da amarela do Tour: a camisa arco-íris, de listras coloridas, que marca o campeão mundial por um ano inteiro.

Ser campeão do mundo é o sonho de qualquer ciclista. Mas existe uma lenda que transforma esse sonho em algo assustador. Dizem que a camisa arco-íris é amaldiçoada.

A crença nasceu de uma sequência de histórias difíceis de ignorar. Começou com o britânico Tom Simpson, campeão mundial em 1965. No inverno seguinte, ele quebrou a perna esquiando e perdeu quase toda a temporada vestindo a camisa. A partir dali, os infortúnios foram se acumulando entre os campeões, e o pelotão começou a desconfiar que aquilo não era coincidência.

Os casos se repetiram ao longo das décadas. O italiano Paolo Bettini, campeão em 2006, viveu uma tragédia familiar logo depois do título. O também italiano Alessandro Ballan, campeão em 2008, foi atingido por uma doença séria no ano seguinte e mal conseguiu competir. Outros simplesmente pararam de vencer, como se a camisa cobrasse um preço por vesti-la.

Década após década, a lista crescia. Lesões, quedas, doenças, temporadas em branco. Foi assim que a maldição do arco-íris se tornou uma das superstições mais conhecidas do ciclismo, a ponto de muitos ciclistas olharem para aquela camisa com uma ponta de receio.

Mas será que existe mesmo uma maldição? Ou é só o esporte sendo o que sempre foi, duro com todos, o tempo todo?

E você, acredita nessa maldição?