A camisa amarela que levou dez anos

Em 2015, na primeira edição do L’Étape no Brasil, Renata Novais — Country Manager da Safetti Brasil — largou para a primeira prova de ciclismo da vida.

Ela ainda sabia pouco sobre bike e menos ainda sobre o que significava encarar uma prova nas montanhas.

Não terminou dentro do tempo. Foi cortada em um dos pontos de controle e chegou empurrando a bicicleta.

Naquele dia, pensou em nunca mais pedalar. Ainda bem que mudou de ideia.

No ano seguinte, voltou com um objetivo muito mais simples do que vencer: terminar aquilo que não tinha conseguido. E continuou voltando.

Vieram os treinos, as amizades, os quilômetros, os dias bons e os dias ruins. Até que veio a primeira camisa amarela. Depois outra. E mais uma.

Rio de Janeiro. Cunha. Campos do Jordão.

Foram dez anos entre aquela primeira prova e a realização de um sonho: vencer o L’Étape nas três cidades.

Mas talvez a parte mais bonita dessa história não sejam as três vitórias.

É não ter deixado aquela primeira vez ser a última.

Neste domingo, muita gente vai largar em Campos do Jordão. Cada um com a sua própria camisa amarela para buscar.

Para alguns, ela significa vencer. Para outros, melhorar um tempo, completar uma subida, chegar dentro do corte ou simplesmente cruzar a linha de chegada.

Não importa qual seja a sua.

Algumas camisas amarelas levam dez anos.

Boa prova. Aproveitem cada quilômetro. 💛